quarta-feira, 25 de julho de 2012

A LISTA DE SCHINDLER

Voce já leu o livro ou assistiu ao filme “A Lista de Schindler”? Se não leu ou assistiu o filme, faça isso. Oscar Schindler era um alemão, homem de negócios e um nazista que queria construir um império financeiro para si explorando a guerra. Schindler começou fabricando panelas, depois na época da guerra, passou a fabricar armas para Hitler. Durante aquele período negro do império de terror de Hitler, Schindler se compadeceu do sofrimento dos judeus e envolveu-se na libertação dos judeus, conseguindo resgatar das mãos de Hitler, mil e duzentos judeus cujas vidas e linhagens familiares teriam sido extintas eternamente nos fornos dos campos de concentração nazistas. De algum modo, esse homem de negócios teve seu coração mudado. Todo o seu sistema de valores foi transformado e, como resultado, ele começou a mudar seu negócio de fabricar armas para a guerra para o negócio de salvar vidas. 
Oscar Schindler conseguiu fazer com que judeus refugiados e prisioneiros fossem transferidos para sua fábrica como “trabalho escravo”, e propositadamente, mandava seus trabalhadores carregarem as armas com munição de festim de modo que não matassem mais ninguém. À medida que a situação ia piorando, Schindler começou a vender tudo o que era seu de particular e, frequentemente, arriscava sua vida para “comprar” a vida de mais e mais judeus antes que embarcassem para a morte nos campos do exército nazista. Finalmente, as forças aliadas começaram a entrar nas fronteiras alemãs e libertar a Europa, e Schindler – ainda oficialmente considerado como um membro do partido nazista – foi forçado a deixar a Alemanha.
No filme, na cena final, é mostrado a despedida de Schindler das centenas de judeus refugiados que ele pessoalmente libertou dos fornos de Hitler. Enquanto ele olha para o povo, percebe que havia apenas alguns em comparação aos muitos que viu serem arrastados para a morte. Enquanto ele olha para suas poucas posses que restaram – seu anel de casamento e o carro que ele precisava para escapar da prisão e possivelmente da morte, ele então grita chorando: “Mais dez vidas, mais dez vidas eu poderia ter salvado! Poderia ter feito mais, poderia ter feito mais!”
Enquanto eu assistia à essa cena dramática e real do filme, meu coração pulava no peito. Eu pensei: “Se mais pessoas desobrigadas a usar a estrela amarela dos judeus tivessem exercido a liberdade que tinham, eles teriam de escolher a honra – mais judeus poderiam ter sobrevivido". Oscar Schindler gastou toda a sua fortuna comprando vidas da lista de mortos de Hitler. As mil e duzentas vidas salvas por ele se multiplicaram para mais que seis mil vidas, embora seis milhões de judeus tenham sido brutalmente mortos.
Amado, o propósito final de cada cristão é libertar aqueles que estão sob a escravidão da morte. A única ordem para todo aquele que crê em Jesus é salvar outros. O aspecto eterno da nossa vida na terra é nosso investimento na vida eterna de outras pessoas.
A melhor maneira de encerrar esta reflexão, é lembrar voce que voce também foi chamado e ungido pelo Espírito Santo para pregar o evangelho de esperança ao pobre. Voce também foi enviado e capacitado para curar o coração ferido e proclamar libertação aos cativos.

terça-feira, 24 de julho de 2012

SOLITUDE

A solidão é uma visita indesejável. Ela entra sem pedir licença e incomoda sobremaneira. Quando, então, a solidão deixa de ser visita e se torna uma companhia constante, o coração parece chorar o sofrimento mais difícil de se suportar: aquele que se sofre sozinho!
Quando decidimos ficar sozinhos para meditar, por exemplo, a solidão muda de nome. Ela deixa de ser visita que incomoda, porque aí então é nossa decisão visitá-la… Quando, voluntariamente, decidimos visitar a solidão, ela se transforma em solitude. Solitude é estar só, mas não solitário. É estar só, mas com plena capacidade de estar em comunhão consigo mesmo e com Deus.
Quem não consegue estar em solitude possivelmente sofrerá o terrível mal da solidão. E a pior tragédia que acomete aos solitários é o sentimento de vazio interior. Quando estamos vazios de sentido, quando perdemos o norte, a direção, então a solidão invade totalmente nosso ser e, por isso, entramos na crise da existência. A dor que lateja no coração solitário é a dor de estar desacompanhado de si mesmo. É o "não-estar-em-si". É sentir-se perdido dentro de si mesmo. É tentar encontrar-se, mas contudo, só encontrar a famigerada solidão ocupando cada um dos quartos da grande casa que se chama corpo humano. Aliás, grande casa, porque dentro do nosso corpo cabe o universo inteiro… e quando somos absorvidos pelo exterior e nos perdermos de nós mesmos, sentimo-nos solitários, vazios e questionamos se a vida vale a pena ser vivida assim. Por isso é que tem tanta gente com tanto dinheiro e com tantas atividades, mas que se sente só...
Solidão existencial é a crise do ser humano diante de si mesmo. É a nossa incapacidade de lidar com aquilo que nos é peculiar. Caímos enfermos quando somos acometidos de solidão justamente porque a solidão é a presença da ausência, e sentir-se ausente de si mesmo leva o ser humano a crises cujas conseqüências são desastrosas.
A solidão pode acometer-nos quando somos tolhidos da presença daquilo que mais amamos. Quando perdemos a presença daquilo a que damos o nome de “sentido da nossa vida”, então a solidão invade e nos domina. Se damos a algo o nome de “sentido da nossa vida” então quando perdermos este algo seremos possivelmente dominados pela solidão. É que aquilo que preenche esta grande casa chamada corpo é o nome que damos às coisas e às pessoas, e não as coisas e as pessoas em si. Por isso, quando perdemos as coisas e as pessoas, ou sentimos a ausência das coisas e das pessoas que amamos, então o nome perde o sentido por não encontrar o referencial do que é significado. O significante sem o significado torna-se, portanto, vazio. É aí que entra a solidão! É que a solidão é visita que só se faz companhia quando encontra uma casa vazia.
A solidão, por isso, tem um aspecto extremamente positivo. Mostra-nos o desajuste no qual nos encontramos por não ter a presença daquilo ao que damos o nome de essencial. Resolver o problema da solidão, portanto, sugere ou que tenhamos aquilo que desejamos, ou que mudemos os nomes que previamente já programamos dentro de nós como essencial para nós. O segundo passo, claro, é bem mais complexo, contudo pode ser o melhor caminho se o primeiro for inviável, haja vista que geralmente os solitários crônicos não sabem o real motivo da sua solidão. Dizem: “sinto-me sozinho, mas não sei o porquê”. Ora, se não se sabe “o porquê”, talvez seja por ele não existir mesmo. Alguns teóricos denominam isso de “solidão essencial”.
A cura para solidão essencial é dar sentido à existência. Damos sentido à existência quando reconhecemos que precisamos buscar a presença que nunca se faz ausente. Ora, não podemos dizer isso em relação às coisas e nem às pessoas, já que coisas podem ser perdidas, roubadas, quebradas, destruídas… e as pessoas podem nos abandonar, nos rejeitar, trair… 
A Presença com "P maiúsculo", portanto, que nunca se faz ausência é aquela que só podemos encontrar em Deus, na pessoa de seu Filho Jesus Cristo, que disse aos seus discípulos no evangelho de Mateus, capítulo 28, verso 20: “eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”. O verbo usado por Jesus merece atenção! Ele não diz, “estarei” ou “estive”, mas “ESTOU”. À medida que nos entregamos totalmente ao senhorio de Jesus, Ele se faz presente conosco. Não nos deixa. Não nos abandona. Não nos frustra. Não nos decepciona. Sempre presente. Revelando Seu amor, paz, alegria, vida em abundância, graça e misericórdia. Ele não nos deixa nem nos momentos que nos sentimos solitários e nos esquecemos da Sua promessa. Por isso Davi orou confiadamente no Salmo 23: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, PORQUE TU ESTÁS COMIGO…”.
Troque sua solidão pela solitude. Peça Jesus para inundar seu coração com a Sua doce e poderosa presença

terça-feira, 3 de julho de 2012

DISCIPLINAR O FILHO

(Hebreus 12:6) - Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho
O texto introdutório desta mensagem é perfeito para calar a boca daqueles que dizem que Deus não castiga. Não existe correção sem castigo. Amados, Deus castiga a quem ama, porque é PAI JUSTO. Eu glorifico a Ele, por ter me dado um corretivo, após 52 anos de vacilos. Eu cria em Deus do meu jeito. Tive uma família, na igreja, fazendo-me diversos apelos, e eu dizia pra minha família: eu já sou santo. Eu adulterava, jogava e bebia, mas dizia: Nunca matei, nem roubei, acredito em Deus, estou certo. 
Mesmo depois  de ter aceitado a Jesus, adulterei, me arrependi, pedi perdão a Deus e a minha mulher, mas mesmo assim,  um dia do mês de abril de 2011, uma hérnia na quarta vértebra da coluna lombar me abordou tão firmemente e tão doída, que até morfina eu tive que tomar por diversos dias até ser operado.
O diabo me dizia que eu estava com um cancer na coluna e que nunca mais eu andaria de novo.  Quando saí do hospital do Mandaqui e recobrei a saúde, o Espírito Santo me levou à lição do paralítico de Betesda, no capítulo cinco do evangelho de João. Ainda, me falou da minha aceitação à Jesus e do pecado; eu sentí o arrependimento maior da minha vida e estou firme, na igreja com Jesus e glorifico a Deus, pelo castigo merecido. Amados, Pai, corrige, sim!

domingo, 1 de julho de 2012

CHAFURDAR NA LAMA

Era uma vez uma ovelhinha que, junto com sua mãe, passava em frente de um chiqueiro todos os dias a caminho do pasto. Os porcos se divertiam tanto rolando na lama que num dia de muito calor a ovelinha pediu à mãe que a deixasse pular a cerca e chafurdar na lama fresca. A mãe respondeu que não. A ovelhinha fez a clássica pergunta: “Por que não?” A resposta foi simples: “Porque ovelhas não chafurdam.” A ovelhinha não se contentou. Achou que a mãe havia feito pouco caso dela e abusado de sua autoridade quando não devia. Assim que a mãe se afastou, a ovelhinha correu para o chiqueiro e pulou a cerca. Sentiu a lama fria em seus pés, suas pernas e barriga. Pouco depois achou que já era hora de voltar para junto da mãe, mas não conseguiu! Estava presa! Ora, lama e lã não combinam. Seu prazer havia se transformado em prisão. A ovelhinha estava desesperadamente presa em conseqüência de sua tolice. Ela pediu socorro e foi resgatada por um lavrador caridoso. Depois de ter sido limpa e estar de volta ao aprisco, a mãe relembrou: “Não se esqueça de que ovelhas não chafurdam!” O mesmo acontece com o pecado, amados. Parece tão gostoso, tão fácil de ser abandonado quando bem entendermos. Mas não é assim! Os prazeres nos aprisionam. Os cristãos não devem chafurdar.

No finalzinho de janeiro deste ano, ao acessar a internet deparei com uma notícia no site da UOL - Na cidade de Americana em São Paulo, um sítio é sede de uma igreja rastafari que já foi palco de três batidas policiais com apreensão de dezenas de pés de maconha. A lei brasileira não permite o uso da “cannabis sativa” para fins religiosos, mas essa igreja quer usar a jurisprudência do Santo Daime, permitido na legislação vigente

Naquele mesmo dia em que li a aterradora notícia de que mais uma igreja herética abriu suas portas pra se fumar maconha, entrando em algumas redes sociais, li o depoimento de um jovem crente que dizia que gosta de fumar maconha, que nao usa nenhuma outra droga,que já usou quando era mais jovem, mais foi liberto, que é crente, que ama a Deus, que quando fuma nao sente pecado, pois a maconha nao o afasta do Senhor, que nao escandaliza tambem porque so fuma em casa sozinho, que nao está contra a lei porque houveram mudanças na lei, que uma pouca quantia e provando que é usuario nao tem problema, que nao tira a sua sobriedade quando ele fuma e que até pode trabalhar e resolver qualquer problema, que não é viciado, que as vezes fica meses e que ja ficou anos sem fumar, que gosta de fumar as vezes antes de ler, antes de ver um filme, ouvir musica e nao consegue ver mal nisso, que nao encontra nada a respeito da sua situção na biblia, que certa vez revelou isso pra um amigo e foi julgado por ele, que acredita que tudo que Deus fez tem um proposito, e Deus fez as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias... Por isso que ele quer ficar loucão... Ora, ora, ora... É o fim dos tempos.

Se fosse numa outra época, quando eu consagrava minha vida ao diabo eu poderia dizer que droga está na mente. O pecado está na mente. O que você pensa se concretiza. Então pense sempre o bem. A planta é natureza, a natureza foi criada por Deus. Tudo tem seu lado positivo. Se você julga algo como droga é seu lado negativo atuando. Que é preciso despertar a sabedoria Divina para reconhecer o bem que em tudo e todos existe. Maconha não se fuma pra ficar chapado nem para fugir da realidade... Ora, na verdade, na minha opinião, ninguém fuma pra ficar doido... fuma pra ficar caretão... só rindo mesmo, amados.

O meu conselho para este jovem, na verdade, seria para não se preocupar porque o amigo o julgou por isso. Mas para que ele fuja da aparencia do mal. Tem uma passagem que lhe ajudaria a avaliar por conta propria e tirar suas conclusões - Provérbios 23 versos 29 a 35 – vamos ler ? - “Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá. Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? aí então beberei outra vez”.  Vamos ler também 2 Coríntios 4:3 e 4 – “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”.

O Apóstolo Paulo, no ápice de uma inspiração, ele envia uma carta aos Colossenses e acentua o seguinte – vamos ler  Colossenses 2.20-23: "Se estamos mortos com Cristo Jesus, quanto aos rudimentos deste mundo, por que nos carregamos de ordenanças como se do mundo ainda fossêmos, tais como: não proves isto, não manuseeis aquilo, não toques naquilo outro? Ora isso não são doutrinas e conceitos de humanos, e perecem com o próprio uso? Para alguns, tais coisas têm aparência de sabedoria, como culto a si mesmo,e de falsa humildade e de rigor com o próprio corpo, todavia não têm valor algum contra as paixões loucas"

Fui usuário de maconha por mais de dez anos, e de cocaína por mais de trinta e cinco anos, vivi toda a minha juventude, envolvido profundamente com as drogas, lícitas ou não. Tive momentos deslumbrantes, profundos e reais nas centenas de viagens que fiz. Usava ácido, cogumelo, anfetamina,maconha, cocaína , o que desse onda. Tinha uma crise existencial na qual não conseguia me desvencilhar, me perguntava "quem sou eu, por que existo?"... As respostas não me satisfaziam, o existencialismo, o humanismo, espiritismo, hinduismo, cristianismo católico, messianismo e outros "ismos" que estudei, nenhum deles amenizava o vazio profundo que sentia. Porém quando Jesus, através da Sua palavra surgiu na minha vida, naquele momento, a minha alma percebeu que tinha encontrado o que procurava.

Entreguei minha vida para Ele, hoje, com 55 anos de idade, continuo viajando profundamente com Ele. Deixei de ser "careta", pois ser careta era ser retrógrado, era ser antiquado, era não aceitar as diferenças, era ter medo dos confrontos. Não preciso usar mais nenhuma droga, para sentir prazer. A revelação de Cristo na cruz me proporcionou a maior e mais profunda viagem da minha vida. Bem, esta foi minha experiência, fui eu que experimentei, então eu não tenho o direito de dizer que aquele irmão está errado, mas tenho direito de dizer,que eu estava errado na minha busca. A Palavra de Deus diz em João 8.36: "se pois o Filho te libertar verdadeiramente sereis livres". No Calvário está a nossa libertação. A cruz é lugar de solidão, de humilhação, de desprezo. Será que ainda preciso ficar violentando minha consciência, imputando a ela doses homeopáticas das experiências anteriores? Não quero mais isto para minha vida, não posso submeter a minha alma novamente ao fracasso e derrota. Não tenho o direito de negligênciar com minha alma, ela não mais me pertence, ela foi adquirida por Jesus na cruz do Calvário.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

EM TUDO DOU GRAÇAS A DEUS!

Eu devo a minha vida carnal a minha mãe e ao meu pai, eu devo a minha vida espiritual a minha filha e ao meu genro. Eu sou grato a Deus por isso. Mas, eu sou grato a Deus por minha família, porque o que seria eu, se eu não fosse grato à minha família? Eu tenho uma gratidão a Deus pela minha esposa querida, minha Jo, que me fez sentir coisas na vida, que eu nunca senti, nem sentiria se não fosse ela, me fez chegar a um patamar como homem que eu nunca na vida teria imagem  de ser. Eu sou grato a Deus pela minha esposa, eu sou grato a Deus pelos meus filhos, pela minha filha Luciana, com a qual aprendi desde criança, desde o seu “a,b,c,d”, seu “a,e,i,o,u”, a entender o significado de uma preciosa flor de Deus que estava ali, desabrochando. A primeira vez que me chamou de papai... Eu agradeço a Deus por isso. Eu tenho uma gratidão muito grande à Deus pela minha filha. Eu tenho gratidão a Deus pelo meu filho, Leonardo, que sempre se lembra de mim, pelos nossos almoços juntos de tempo em tempo. Agradeço a Deus por cada telefonema que o Leo me dá, mesmo que demore pra nos ver, mas eu sou muito grato quando ele me presenteia com sua presença. Agradeço a Deus pelos meus netos Rhafael e João Marcelo. Eu sou grato ao meu genro, Marcelo, que ainda estou aprendendo a amar como um filho, e eu sou grato a Deus pela vida da minha futura nora, que vai ser linda por dentro e por fora e com quem vou aprender a amar como uma filha. Eu sou grato aos meus amigos que tem demonstrado boa vontade e praticado o verdadeiro cristianismo na minha vida - a Miriam, o Sergio, o Quinho, o Batata, meu tio Severiano, minhas primas Ester e Vasti, meu primo Josias, minha prima Dida, minha sempre eterna ex-sogra, Dona Maria Lucia que sempre se lembra de mim quando recebe sua cesta básica todos os meses, minha sempre eterna ex-mulher e amiga Gleydis, mãe dos meus únicos filhos. Agradeço por ter me socorrido quando tive aquela hérnia na coluna. Agradeço por ter me dado uns biquinhos pra fazer quando estive mais necessitado. Sou grato aos meus queridos sogros Juju e Jason. Sou grato pela carninha de panela que a Juju sempre prepara pra mim e sou grato pela cocadinha que o Jason sempre deixa pronta quando vou visitá-los. Sou grato ao pastor Matias que saiu lá dos confins da terra de Ferraz de Vasconcelos, de condução, para me visitar e orar por mim no hospital do Mandaqui no mês de abril de 2011. Sou  grato à minha tia Aurea que sempre me ajuda e que me acolheu em sua casa durante uma semana quando saí do hospital.Ao Pastor Paulinho, ao Pastor Custódio, e ao meu amado amigo e irmão Alexandre que saiu de sua casa no Tremembé para ir a pé até a Vila Gustavo pra ficar do meu lado quando me acidentei em 19 de setembro de 2009, a minha gratidão, o meu carinho. Eu tenho consciência desta gratidão, pois sou grato à Deus por ter me transformado em um homem grato às pessoas que cuidaram de mim, a minha família, e aos meus irmãos em Cristo.

A minha gratidão é muito grande. Tenho gratidão às pessoas que oraram por mim, às pessoas que me ajudaram materialmente quando estive no deserto, logo depois que aceitei a Jesus, à pessoas renunciaram a sua vida para ficar ao meu lado e à minha esposa, e que eu não preciso falar pois elas sabem de quem estou falando. Eu sou grato a Deus pela minha família, sou grato a Deus pelo meu testemunho pessoal, mas eu sou grato a Deus, também, porque isso tudo não seria nada se não fosse todos aqueles que relacionei acima. Se não fosse eles, eu não sería nada. Meus queridos, eu sou um homem grato. Eu sou grato a Deus pelas pessoas que me ajudaram a escrever a minha história de Deus, nesta terra.

Um dia, nós todos passaremos, mas deixamos, aqui, um legado a Deus. Seja grato a Deus, pelo seu marido, pela sua esposa, pelos seus filhos, pelo seu patrão, por aquele que paga o seu salário no final do mês, por aquele que lhe ajuda. Não se esqueça, nunca, de quem passou pela sua vida e foi capaz de lhe estender a mão.

Espírito de gratidão é uma coisa que Deus quer na vida do seu povo. Davi tinha esta consciência.   No Salmo 116:13, ele diz “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR.” Ou seja: Eu vou ter gratidão pelo que Ele me fez.

Graças são resultados de um coração reconhecido. Eu sou grato a Deus. Eu, hoje, estaria morto, mas graças a Deus porque ele usou pessoas. Amado, comece a dizer graças a Deus. Diga: “Graças a Deus. Sou o que sou pela graça de Deus. Muito obrigado, Senhor.  Sentou para comer diga: “Graças a Deus!” Sentou no seu carro, recebeu um salário, tem uma esposa: “Graças a Deus!” Você vai ver como isso é tão importante na vida espiritual. Eu não sei receber nada sem dizer “obrigado”. Eu aprendi isto com Deus.

A bíblia diz que um dia, dez leprosos procuraram a Jesus. Evangelho de Lucas 17:11-14 diz assim - “De caminho para Jerusalém, passava Jesus pelo meio de Samaria e da Galiléia. Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós! Ao vê-los, disse-lhes Jesus: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. Aconteceu que, indo eles, foram purificados.”

Não houve imposição de mãos, sal, nem óleo, oração no pé, escola dominical. Não houve nada. É a palavra que funciona. E diz que um dos dez, vendo que foi curado, um dos dez, os outros eram judeus, e este era um estrangeiro, um samaritano, odiado pelos judeus, vendo que foi curado, voltou dando glórias a Deus em alta voz: “Senhor obrigado, eu estou curado. Não tenho mais lepra, não sou mais excluído”. Nos versículos 15-17, Lucas continua dizendo -“Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, agradecendo-lhe; e este era samaritano. Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez os que foram curados? Onde estão os nove?”

Você está percebendo o percentual de pessoas com gratidão? Você ajudou gente, financeiramente, pagou isso, pagou aquilo e na hora, a pessoa ainda lhe dá um tapa, lhe maltrata, e ainda acha que você  tinha que ter dado mais. Cadê os nove? Nos versículos 18-19: “Não houve, porventura, quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.”

Jesus ficou impressionado porque o único que era estrangeiro, que não era judeu, e era o único que não se esperava nada, precisou mostrar gratidão. Ele foi capaz de se atirar aos pés de Jesus e gritar: “Senhor, obrigado, obrigado.”

Então, Jesus disse: “Os outros nove, onde estão?” Jesus estava dizendo que a gratidão é uma grande virtude. Nesta terra, fora do povo da graça de Deus, eu não conheço ninguém com gratidão. Todo mundo diz: “Eu jejuei. Os meus joelhos. Foi a minha vigília. Eu subi ao monte. E Jesus disse: “Cadê os outros nove? A gratidão é uma grande virtude. A gratidão é tão forte, diante de Deus, que Deus disse: “Eu quero que vocês tenham, em tudo, motivos para dar graças”. A ingratidão é um espírito pagão depravado dos últimos tempos. Você quer ver? Em sua segunda carta à Timoteo, capítulo 3, versos 1 e 2, o apóstolo Paulo diz - “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes”.  Portanto, amado, o espírito que mais faz doer o coração de Deus, é o espírito da ingratidão. Porque é um espírito mundano dos últimos tempos.

Portanto, quem é de Jesus, quem proclama e diz que é do Senhor, quem é salvo, tem que ter um Espírito de gratidão. Deus quer que nós tenhamos, no meio da multidão, no meio da congregação poderosa, uma atitude de reconhecimento, dizendo: “Senhor, sou grato!”
E nós estamos sentados uns aos lados dos outros, e certamente, já houve muita gente que já ajudou o outro, então, se voce foi ajudado, seja grato. Seja grato pela vida do seu irmão que senta do seu lado, que mora do seu lado. Seja grato!

Eu sei que valor tem cada um de nós diante de Deus. E eu sou muito grato a você, você que está lendo este blog. Você poderia ter ficado na sua, mas você está aqui lendo tudo isso. Graças a Deus pela sua vida!


quinta-feira, 21 de junho de 2012

SERÁ QUE DEUS DESISTIRÁ DE MIM?

Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua vida a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a justiça, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas aumentavam cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo o visitou e se compadecendo de sua situação difícil, comentou: "É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar! Veja bem! Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença em seu Deus, nada tem melhorado". O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. E ele então respondeu: "Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor terrível, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água muito, mas muito fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita, grita muito por causa da súbita mudança de temperatura.  Tenho que repetir esse processo, com o coração apertado, mas tenho que fazê-lo... várias vezes, inúmeras vezes, até conseguir uma espada perfeita e valiosa; uma vez apenas não é suficiente. Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de "ferro-velho" que você viu na entrada de minha oficina...

Eu sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Aceito as marteladas que a vida me dá, muitas vezes choro, choro muito... sinto-me só, sem ninguém pra me ajudar... e às vezes a solidão é tão intensa que me sinto tão frio e insensível como a água fria que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: "Meu Deus, não desista de mim, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim!! Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de "ferro-velho"!!!!!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

DEUS É AMOR

Eu me sinto meio embaraçado em admitir que todas as concepções visuais que tenho de Deus são muito brancas e muito masculinas. Toda vez que penso em Deus, penso em meu pai.... Talvez porque eu amava demais da conta o velho e bom Pr. José Marques de  Melo.
Eu realmente gostaria de saber como Deus se sente ao saber disso. Mas além disso, eu presumo que se, como verdadeiro adorador de Deus, quando eu for me encontrar com Jesus na Sua Glória, talvez eu possa olhar para seus braços e possa contemplar as mesmas cicatrizes em seus punhos. Presumo até que Deus e o Espírito Santo também apresentem as mesmas cicatrizes, as marcas dos furos profundos nas mãos e nos pés. Afinal, Deus nos apresenta uma personalidade trina.
E se eu posso visualizar as marcas dos pregos em suas mãos e em seus pés, então cai por terra toda a afirmação daquelas pessoas que dizem que Deus abandonou a Cristo, na cruz. Quando Jesus diz: “Eli, Eli... Deus meu, Deus meu, por que me abandonastes?”, ali Ele está sendo tão humano quanto nós, pois nós vivemos achando que Deus nos abandona quando passamos por dificuldades.
Mas Deus nunca nos abandona, assim como nunca abandonou Jesus.  Sei que isso não faz muito sentido, mas pensem nisto: Quando tudo  o que conseguimos ver é somente a nossa dor, nós perdemos a visão de Deus, não é verdade?
Li num livro intitulado “A Cabana” de William P. Young, o qual ganhei da minha ex-mulher e atual amiga, Gleydis, que Deus usa a figura de uma negra enorme para falar com o personagem que está super-revoltado porque teve um pai alcoólatra que batia na mãe, forçando-o a sair de casa com treze anos de idade. E depois de velho, ele se depara com um maníaco assassino de criancinhas que tira sua filhinha de cinco aninhos e a mata. E Deus ilustra seu ensinamento ao pai rebelde usando um passarinho, que foi criado pra voar, enquanto o ser humano foi criado para ser amado. Então comparando o homem ao pássaro, Deus nos ensina que viver sem ser amado é como cortar as asas de um pássaro e tirar sua capacidade de voar. E assim, a dor tem a capacidade de cortar nossas asas e nos impedir de voar.
Apesar de sermos feitos à semelhança de Deus, Deus não é como a gente. Deus é Deus. Ele quer ser Deus nas nossas vidas. Deus é o “Eu Sou o Que Sou”, e ao contrário da gente, Suas asas não podem ser cortadas. O problema é que muitas pessoas tentam entender um pouco como Deus é, pensando no melhor que elas podem ser, multiplicando isso por “n” vezes e multiplicando o resultado dessa conta por toda a bondade que são capazes de perceber – que frequentemente não é muita, pois homem nenhum tem dimensão plena de bondade – e depois chamam o resultado, de Deus. E, embora possa parecer um nobre esforço, a verdade é que fica lamentavelmente distante do que realmente Deus seja.
Deus é muito mais que isso, Ele é acima e além de tudo o que eu ou voce possa perguntar ou pensar. Por natureza, a soberania de Deus, faz com que Ele seja completamente ilimitado, sem nenhuma amarra. Deus sempre conheceu a plenitude. Sua condição normal de existência é um estado perpétuo de satisfação, que é apenas uma vantagem de Deus ser Deus. Enquanto isso, no outro lado, existe a limitação humana.
Quando a Trindade penetrou na existência humana sob a forma do filho de Deus, os três se tornaram totalmente humanos. Os três: Pai, Filho e Espírito Santo – também optaram por abraçar  todas as limitações que isso implicava. Assim, ainda que por natureza, Jesus seja totalmente Deus, ele é totalmente humano e vive como tal. Ainda que jamais tenha perdido sua capacidade inata  - ??? O que é inato????que nasce com a pessoa, então ainda que jamais ele tenha perdido sua capacidade inata de voar, ele opta, momento a momento, por ficar no chão. Por isso o Seu nome é Emanuel, - Deus Conosco. E quando ele curava os cegos? Tenho visto na TV, muitas pessoas serem curadas com pastores famosos, tenho visto muitas pessoas serem curadas em operações espirituais, quando fui cambono  na Umbanda, vi muita gente ser curada com Preto Velho, com Caboclo e até com Exu... Mas assim como eles, Jesus fez curas como um ser humano dependente e limitado que confia na vida de Deus e no poder de Deus, de trabalhar com Ele e através Dele. Jesus, como homem, assim como esses muitos pastores da TV, não tinha poder de curar ninguém. Mas como Deus, todo o poder foi lhe dado.
Um pássaro não é definido por estar preso ao chão, senão ele seria uma galinha, um pato, qualquer outro bicho, mas o pássaro é definido por sua capacidade de voar. Amado, lembre-se disso: os seres humanos não são definidos por  suas limitações, e sim pelas intenções que Deus tem para com eles. Não pelo que parecem ser, mas por tudo o que significa ser criado à imagem de Deus.
Mas que diferença faz o fato de haver três pessoas na Trindade e que todos os três sejam um só Deus? Pergunta difícil, mas a resposta é fácil: Faz toda a diferença do mundo. A Santíssima Trindade não são três deuses e não estamos falando de um Deus com três atitudes, como um homem que é marido, é pai e é trabalhador. Deus é um só Deus e é três pessoas ao mesmo tempo, e cada uma das três é total e inteiramente o “Um”. Nós somos limitados, só podemos ser uma coisa de cada vez. Deus não.
Se Deus fosse simplesmente Um Deus e Uma Pessoa, nós iríamos nos encontrar nessa Criação sem algo maravilhoso, sem algo essencial. E Deus seria absolutamente diferente do que Ele é. E nós estaríamos sem amor e sem relacionamento. Todo amor e relacionamento só são possíveis pra nós porque já existem dentro de Deus, dentro do próprio Deus. Nós só fazemos algo bom para outra pessoa, porque essa vontade de fazer o que é bom nasceu primeiro no coração de Deus. Nós só amamos alguém porque esse amor nasceu primeiro em Deus. O amor não é a limitação. O amor é a soberania Divina. O amor é o vôo do pássaro. Deus é amor.
Amado, para que Deus tenha um objeto para amar ou, mais exatamente, um alguém para amar, é preciso que exista um relacionamento dentro Dele. Caso contrário, Ele não seria capaz de amar. Nós teríamos um deus qualquer, um deus de barro, incapaz de amar. Ou, talvez, pior ainda, nós teríamos um deus que, quando ele escolhesse amar, só poderia faze-lo com uma limitação de sua natureza. Esse tipo de deus possivelmente poderia agir sem amor e seria um desastre. E isso certamente não é o nosso Deus.
O Deus que é o “Eu Sou Quem Sou” não pode agir fora do amor! Por mais difícil de entender isso tudo que estou dizendo, podemos dizer que é também algo espantoso e incrível, não é mesmo?